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Sobre a conversão

Sobre a conversão
Sobre a conversão

Quando pensamos sobre a conversão de alguém, independente da religião ou crença, falamos de um momento bastante íntimo, que é marcado por uma mudança no coração. Nos termos bíblicos “receber um novo coração” tem a ver com a possibilidade de alguém abrigar novos sentimentos, adotar novas práticas, desenvolver novos comportamentos e, principalmente, adquirir novo modo de enxergar o mundo ao seu redor. Em todo caso, a conversão de alguém só pode ser verificada a parir do externar desta nova visão.  

A conversão cristã também é assim. A nova forma de um cristão compreender a Deus e o Evangelho não é verificável se não por suas novas práticas, sua nova postura diante das situações da vida, etc. O novo comportamento será a evidência objetiva de sua conversão, que nada mais é que o seu novo modo de pensar (Romanos 12.2).

Quando alguém é alcançado pelo Espírito Santo, compreende que, a partir de então, tudo o que fizer deve glorificar a Deus. Compreende também que não deve restringir sua salvação apenas à esfera religiosa, mas demonstrar, com todos os seus atos, que está numa constante busca pelos propósitos de Deus em todas as esferas da vida.

Dentro desta perspectiva, a Palavra de Deus mostra que a conversão implica em “coisas antigas” sendo substituídas por “coisas novas”. As coisas antigas são as obras da carne listadas pelo apóstolo Paulo em uma de suas cartas: “… prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas…” (Gálatas 5.19-21). A partir da conversão, estas obras da carne são então substituídas pelo fruto do Espírito: “… amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio…” (Gálatas 5.22-23).

A conversão cristã também é tão importante e significativa ao cristão, pois, marca o momento em que ocorre a regeneração, que é o início de uma jornada que levará os salvos ao dia em que eles serão completamente conformados à imagem de Cristo Jesus. Como nos garante a Palavra: “aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1.6).

Por fim, ao olharmos para a conversão, podemos compreendê-la em basicamente três momentos. O primeiro momento é quando a semente viva da Palavra de Deus é plantada na terra fértil do coração do crente (Mateus 13.23). O segundo momento está relacionado à nutrição e cultivos adequados para que esta semente cresça, floresce e comece a gerar frutos. O terceiro e último momento é marcado pelo crescimento permanente e constante daquilo que um dia foi semeado no coração. É bastante comum chamamos este momento de maturidade cristã.

O maior resultado da conversão é, sem dúvida alguma, que aquele que “nasceu de novo” passa a verdadeiramente amar a Deus, não somente por ser o Deus provedor, mas passa a amá-lo simplesmente pelo seu caráter, sua personalidade. Em essência, a conversão inicia o processo de transformação da natureza moral, que chamamos de santificação. Tal transformação inclui humildade, sensibilidade de espírito, desejo pelo crescimento espiritual e pela adoração.

Quando a mente humana é renovada pela Palavra de Deus (Romanos 12.2) ocorre uma transformação radical, que chamamos de conversão. De maneira simples, com a ação do Espírito Santo, a conversão reorienta as afeições e renova o caráter daquele que creu. O fruto do Espírito começa a se desenvolver em nós; e as coisas antigas já não importam mais, pois, dão lugar para a novidade de vida em Cristo Jesus.

 

Tiago Rocha

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