Se Deus é bom, por que existe o mal?

Deus
Se Deus é bom, por que existe o mal?

Explicação pastoral acerca do problema do mal — Exposição em Amós 4:6 – 13.

Devo começar este artigo, fazendo uma crítica a alegação deste questionamento por parte dos questionadores acerca deste tema complexo, “se” Deus é bom […], acredito ser uma premissa equivocada, pois, coloca uma possibilidade de Deus não ser bom pelo pronominal pessoal “se”, mesmo sabendo que os pronomes oblíquos atuam como complemento direto ou indireto, é sabido que o mesmo também expressa pensamento dúbio –, duvidoso sempre na junção dos advérbios de dúvida (possivelmente, talvez, aparentemente, supostamente, provavelmente, acaso, casualmente, porventura, etc.), podemos fazer alusão a realidades vividas, como exemplo: — “Se acaso” vier a chuva, não sairemos de nossa casa; o indivíduo não tem certeza, nem mesmo o interlocutor; acredito ser melhor, que os termos a serem aplicados a este questionamento, não devam colocar em nenhuma hipótese, dúvidas acerca do caráter de Deus: — “Deus sendo boníssimo, por que existe o mal?” (seria a asserção correta); porque verdadeiramente Deus é boníssimo (Salmos 73:1). Como afirma a Confissão de Fé de Westminster acerca do Deus triúno: — Capítulo 2: De Deus e da Santíssima Trindade.

“1 – Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e em perfeição. Ele é um Espírito puríssimo, invisível, sem corpo, sem membros, não sujeito a paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, e tudo faz segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável, e para a sua própria glória. É cheio de amor, gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro galardoador dos que o buscam, e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado”.

 

Deuteronômio 6:4; 1 Coríntios 8:4, 6; 1 Tessalonicenses 1:9; Jeremias 10:10; Jó 11:7 – 9; Jó 26:14; João 6:24; 1 Timóteo 1:17; Deuteronômio 4:15, 16; Lucas 24:39; Atos 14:11, 15; Tiago 1:17; 1 Reis 8:27; Salmos 92:2; Salmos 145:3; Gênesis 17:1; Romanos 16:27; Isaías 6:3; Salmos 115:3; Êxodo 3:14; Efésios 1:11; Provérbios 16:4; Romanos 11:36; Apocalipse 4:11; 1 João 4:8; Êxodo 36:6, 7; Hebreus 11:6; Neemias 9:32, 33; Salmos 5:5, 6; Naum 1:2, 3.

Uma visão do mal como propósito na obra de redenção e como manifestação da justiça de Deus em toda a sua criação pela transgressão de sua justa e santa Lei por pecadores impenitentes.

Aqui: — [1] – Deus se queixa da incorrigibilidade do seu povo sob os juízos que Ele havia trazido sobre eles com o objetivo de levá-los a se humilharem e se converterem. Ele havia, por diversos sinais que lhes havia enviado, dado indícios do seu desprazer, com o objetivo de, pelo arrependimento, reconciliar-se com eles; mas isto não tinha surtido o efeito desejado.

1 – Nestes versículos (6 – 13), o fardo da acusação é repetido cinco vezes: — “Contudo, não vos convertestes a mim, disse o Senhor”; fostes corrigidos diversas vezes, mas em vão; não estais recuperados, não há sinal de correção. Enviei-lhes um mensageiro após outro, mas não vos convertestes; não voltastes para casa. [1] – Isto indica que aquilo que Deus planejou em todas as suas repreensões providenciais visava submetê-los à sua lealdade, e influenciá-los a se voltarem a Ele. [2] – Que, se eles tivessem se convertido e voltado para o seu Deus, eles teriam sido aceitos; Ele teria lhes dado as boas-vindas, e assim as aflições em que eles estavam teriam sido removidas. [3] – Que o motivo pelo qual Deus enviou outras aflições foi que as aflições anteriores não tinham funcionado, visto que o Todo-Poderoso não tem prazer em afligir. [4] – Que Deus se entristeceu com a obstinação do povo, e considerou uma maldade da parte deles forçá-lo a fazer aquilo que fez tão indispostamente: — “Não vos convertestes a mim” contra quem vos rebelastes, a mim com quem fizestes aliança, a mim que estou pronto a vos receber, a mim que tão frequentemente vos chamei. Agora: — [5] – Para agravar a incorrigibilidade deles, e para justificar-se ao infligir maiores juízos, Deus se refere aos juízos menores com os quais Ele tinha tentado levá-los ao arrependimento. [A] – Algumas vezes houve escassez de alimentos, embora não tenha havido nenhuma causa aparente para tal (v. 6): — “Vos dei limpeza de dentes em todas as vossas cidades, pois não tivestes comida para mastigar, com a qual os vossos dentes teriam ficado sujos, especialmente a carne, que suja os dentes”. Ou, Eu vos dei ausência de dentes, nada com que pudestes encher as vossas bocas. “Pão, o sustento da vida, foi escasso, pois semeastes muito e colhestes pouco”, como em Ageu 1:9. Alguns acreditam que isto se refere à fome de sete anos que ocorreu nos dias de Eliseu, sobre a qual lemos em 2 Reis 8:1. Agora que Deus havia tirado deles o trigo no seu tempo, devido ao fato de o terem preparado para Baal, eles deveriam ter dito: — Iremos e voltaremos para o nosso primeiro marido, tendo pagado caro para deixá-lo; mas isto não teve este efeito. “Não vos convertestes a mim, disse o Senhor”. [B] – Algumas vezes houve falta de chuva, e então, naturalmente, havia falta dos frutos da terra. Este mal vinha do Senhor: — “Retive de vós a chuva”. Deus tem a chave das nuvens, e, se Ele fecha, quem pode abrir? – v. 7. A chuva foi retida quando ainda faltavam três meses para a ceifa, na época em que eles costumavam tê-la; portanto, a retenção dela foi uma coisa extraordinária. Se o curso da natureza foi alterado, eles deviam reconhecer nisto a mão do Deus da natureza. Isto ocorreu no momento em que eles mais precisavam da chuva, e, portanto, a sua falta foi um juízo muito angustiante, destruindo as expectativas que tinham de uma boa colheita. E uma circunstância que tornou isto muito impressionante foi que, quando havia alguns lugares com falta de chuva, os quais secavam por falta dela, havia outros lugares nas cercanias que a tinham em abundância. Deus fez chover sobre uma cidade e sobre outra não, na mesma nação; e mais que isso, Ele fazia chover sobre um campo, o pedaço de um campo, que desse modo se tornava fértil e próspero, mas no campo vizinho, do outro lado da cerca, não; em outra parte do mesmo campo, não havia qualquer chuva, ficando tanto tempo sem chuva que todos os seus produtos secavam. Sem dúvida alguma isto ocorreu literalmente, uma vez que geralmente se notava muitos casos semelhantes. Agora: — [C] – Isso mostra que a retenção da chuva não foi casual, mas por ordem e decisão divinas. A nuvem que rega a terra se move pelos conselhos de Deus, para fazer o que quer que Ele ordene, “seja para correção, ou para a sua terra, ou para beneficência” – Jó 37:12 – 18. A chuva não cai por causa dos planetas (como as pessoas comuns costumam dizer), mas quando Deus a envia pelos seus ventos. [6] – Temos razão para pensar que aquelas cidades nas quais não chovia eram as mais infames e impiedosas, tais como Betel e Gilgal (v. 4), e que, aquelas nas quais chovia, retinham algo da religião e da virtude entre elas. E assim chovia ou não chovia sobre alguma parte dos campos das cidades, de acordo com a conduta do seu dono; porque temos a certeza de que a maldição do Senhor está na casa, e sobre a terra, do ímpio, mas Ele abençoa a habitação do justo, e o campo do justo é um campo que o Senhor abençoou. [7] – Certamente causaria maior aflição e vergonha àqueles cujos campos se secavam por falta de chuva, ver os campos dos seus vizinhos bem regados e férteis. “Eis que os meus servos comerão, mas vós padecereis fome” – Isaías 65:13. “O ímpio verá isto e se enraivecerá”. Provavelmente aqueles que eram oprimidos recebiam chuva sobre seus campos, e assim recuperavam as suas perdas, enquanto que os campos dos opressores secavam, e assim eles perdiam os seus ganhos. [8] – Contudo, quanto à nação em geral, estes castigos foram uma mistura de misericórdia e juízo, e, consequentemente, fortaleceram o chamado ao arrependimento e à correção, e os incentivou a ter esperança de, ao se converterem a Deus, receber toda a misericórdia, visto que, mesmo nas repreensões de Deus, havia muita misericórdia. Mas, devido ao fato de não fazerem bom uso da atenuação misericordiosa do auge do juízo, eles não tiveram o seu benefício, que, se o tivessem feito, poderiam ter tido, pois (v. 8) os habitantes de duas ou três cidades andaram errantes, como mendigos, indo à outra cidade, para beber água, e, se possível, ter um pouco para levar para casa consigo, mas eles não se saciavam; apenas uma ou outra cidade tinha água, enquanto muitas não tinham, e então não era, como sempre — “Usus communis aquarum – A água é gratuita para todos”. Aqueles que tinham água tinham necessidade dela, ou não sabiam quando teriam; portanto, só poderiam fornecer um pouco dela àqueles que precisavam, dizendo: — “Não seja caso que nos falte a nós e a vós”. Aqueles que foram beber água não se saciaram porque beberam por medida, e com espanto; e qualquer que beber desta água tornará a ter sede – João 4:13. Eles não se saciaram porque os seus desejos eram gananciosos, e Deus não abençoou o que tinham – Ageu 1:6. E agora, poderíamos imaginar que, ao enfrentar toda esta decepção, eles deveriam ter considerado os seus caminhos e se arrependido; mas isto não produziu o efeito desejado: — “Contudo, não vos convertestes a mim”, não, não a ponto de orar de maneira correta pela chuva temporã e serôdia (Zacarias 10:1). Veja a loucura dos corações carnais; eles vagarão de cidade em cidade, de uma criatura a outra, em busca de satisfação, e mesmo assim terão falta dela; eles trabalham por aquilo que não pode satisfazer (Isaías 55:2); no entanto, afinal, eles não desejarão se converter a Deus, não inclinarão os seus ouvidos a Ele, aquele em quem poderiam ter uma satisfação completa. A pregação do Evangelho é como a chuva; Deus às vezes abençoa um lugar mais que outro com ele; alguns países, algumas cidades são, como o velo de Gideão, umedecidos com este orvalho, enquanto o chão em redor está seco; tudo seca onde há falta desta chuva. Mas seria bom se as pessoas fossem tão sábias com as suas almas quanto são com os seus corpos, e, assim, quando não tivessem esta chuva perto de si, iriam e a buscariam onde houvesse; e, se buscarem corretamente, não buscarão em vão. [9] – Algumas vezes os frutos da sua terra foram consumidos pelas lagartas, ou atacados pelo bolor – v. 9. Os céus e a terra estão armados contra aqueles que fazem de Deus o seu inimigo. Quando Deus quis, ou seja, quando Ele se sentiu descontente: — [A] – Eles sofreram com um ar nocivo, cuja influência, fosse quente demais ou fria demais, atacou os seus frutos com uma força que não podia ser percebida nem resistida, e contra a qual não havia defesa. [B] – Eles sofreram com animais nocivos. As suas vinhas e as suas hortas produziam com grande abundância, assim como as suas figueiras e oliveiras; mas a lagarta as devorava antes de estarem maduras e propícias para serem colhidas. Ou este foi um juízo da mesma proporção daquele que lemos em Joel 1:4 – 6, ou um juízo menor, da mesma natureza, enviado antes para dar aviso deste. Mas eles não deram ouvidos ao aviso: — “Contudo, não vos convertestes a mim”. [C] – Algumas vezes a praga os assolou, e a espada da guerra matou multidões entre eles – v. 10. A peste é o mensageiro de Deus; e Ele a enviou entre eles, com instruções quanto a quem matar, e isto foi feito. Foi uma peste à maneira do Egito; a morte se espalhou entre eles pela mão de um anjo destruidor à meia noite. E talvez esta peste, como aquela do Egito, tenha atacado os primogênitos. “À maneira do Egito” (assim lemos); quando eles estavam fugindo para o Egito, ou indo para lá em busca de ajuda, a peste os alcançou pelo caminho e interrompeu a sua jornada. A espada da guerra é igualmente a espada do Senhor; esta foi desembainhada entre eles com comissão; e então ela matou os seus jovens, a força da geração atual e a semente da próxima. Deus diz: — “Eu os matei”; Ele declara a execução. A matança do Senhor é grande. O inimigo levou os seus cavalos, e os converteu para o seu próprio uso; e os cadáveres daqueles que foram mortos pela espada e pela peste eram tantos que, tendo sido deixados sem enterro por muito tempo, por falta de amigos sobreviventes, o fedor dos seus exércitos subiu aos seus narizes, e sendo repugnante e perigoso, poderia lembrá-los da ofensa do seu pecado a Deus. No entanto, isto não serviu para humilhá-los e levá-los a se converter: — Não vos convertestes àquele que vos feriu. Nem uma visão tão deplorável e tão triste quanto esta serviu para torná-los religiosos. [D] – Em consequência destes e de outros juízos, alguns foram impressionantemente mortos e feitos monumentos de justiça, e outros foram impressionantemente poupados e feitos monumentos de misericórdia – e estes cenários, colocados um contra o outro provavelmente deveriam ter se mostrado efetivo sobre eles, mas de nada serviram – v. 11. [10] – Alguns foram destruídos juntamente com as suas famílias: — “Subverti alguns dentre vós”, como subverti a Sodoma e Gomorra. Talvez eles tenham sido consumidos por um raio, como foi Sodoma, ou talvez suas casas tenham sido, de alguma outra forma, totalmente queimadas, juntamente com os seus moradores. É dito que Sodoma e Gomorra foram condenadas à subversão, e assim feitas um exemplo – 2 Pedro 2:6. Deus havia ameaçado destruir toda a terra com uma subversão como a de Sodoma – Deuteronômio 29:23. Mas Ele começou subvertendo primeiramente alguns lugares em particular, para lhes dar aviso, ou talvez algumas pessoas em particular, cujos pecados foram julgados com antecedência. [11] – Outros escaparam por muito pouco: — Fostes “como um tição arrebatado do incêndio” – como Ló foi tirado de Sodoma, quando o fogo já havia sido aceso; e, contudo, não odiastes ainda mais o pecado pelo perigo que ele vos trouxe, nem amastes ainda mais a Deus pelo livramento que Ele operou por vós. Vós que fostes tão notavelmente livrados, e de uma maneira tão impressionante, “não vos convertestes a mim”.

 

2 – Na conclusão, Deus convoca o seu povo, agora, por fim, neste dia deles, a entender as coisas que pertencem à sua paz, antes de serem escondidas dos seus olhos – v. 12, 13. Observe aqui: — [1] – Como Deus os ameaça com juízos mais penosos do que qualquer um dos que eles já haviam sofrido: — “Portanto”, visto que até agora não mudaste pela correção, “assim te farei, ó Israel!”. Ele não fala como fará, mas será algo pior do que já havia sucedido – João 5:14. Ou — “Assim procederei contigo, enviando um juízo após outro, como as pragas do Egito, até que tenha consumado todas as coisas”. Nada além da reforma total impedirá a ruína de um povo pecador. Se eles não se converterem a Deus, a sua ira não será desviada, mas a sua mão continuará estendida. “Se ainda com estas coisas não fordes restaurados […]. Eu, vos ferirei sete vezes mais”; assim foi escrito na lei – Levítico 26:23, 24. [2] – Como Ele os desperta, portanto, a pensarem em se reconciliar com Deus: — “E, porque isso te farei”, não havendo solução, “prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus!”. Isto é: — [A] – Considera quão incapaz és de encontrá-lo como um guerreiro: — Alguns entendem esta frase como tendo sendo dita por meio de ironia ou desafio: — “Prepara-te para te encontrares com o teu Deus”, que está saindo para contender contigo. Que armadura de proteção tu podes colocar? Com que coragem podes revestir-te? Ora! Isto é apenas como colocar sarças e espinheiros diante de um fogo consumidor – Isaías 27:4, 5. És tu capaz de, com menos de 10 mil, sair ao encontro daquele que vêm contra ti com 20 mil? – Lucas 14:31. [B] – Resolva, portanto, sair para encontrá-lo como um penitente, como um humilde suplicante, para te encontrares como o teu Deus, em aliança contigo, para te submeteres, para não resistires mais. Devemos nos preparar para nos encontrarmos com Deus no caminho dos seus juízos (Isaías 26:8), para nos apegarmos à sua força, para que possamos fazer a paz. Observe que visto que não podemos fugir de Deus, devemos nos preocupar em nos preparar para encontrá-lo; e assim, Ele nos dá aviso, para que possamos nos preparar. Quando formos encontrá-lo em suas ordenanças devemos nos preparar para encontrá-lo, nos preparar para buscá-lo. [3] – Como o profeta apresenta a grandeza e o poder de Deus como um motivo pelo qual devemos nos preparar para nos encontrarmos com Ele – v. 13. Se Ele é um Deus como é descrito aqui, é loucura contender com Ele, e é nosso dever e interesse nos reconciliarmos com Ele; é bom tê-lo como nosso amigo, e ruim tê-lo como nosso inimigo. [A] – “E Ele o que forma os montes”; Ele fez a terra, as partes mais fortes e majestosas dela, e pela palavra do seu poder ainda sustenta todas as coisas. Sejam quais forem os produtos dos montes perpétuos, Ele os formou; seja qual for a salvação que é esperada dos outeiros e dos montes, Ele é o seu criador (Salmos 89:11, 12). Aquele que formou os grandes montes pode torná-los planícies, se estes ficarem no caminho da salvação do seu povo. [B] – Ele “cria o vento”. O poder do ar procede dEle, e é dirigido por Ele; Ele tira o vento dos seus tesouros, e ordena de que ponto da bússola ele soprará; e aquele que o faz, o governa; “até os ventos e o mar lhe obedecem”. [C] – Ele declara ao homem qual é o seu pensamento. Através dos seus servos, os profetas, Ele revela o Seu conselho aos filhos dos homens, o pensamento da sua justiça contra os pecadores impenitentes, e o pensamento do bem que Ele tem para com aqueles que se arrependem. Ele também pode revelar (pois Ele o conhece perfeitamente) o pensamento que está no coração do homem; Ele o entende de muito longe, e no dia da condenação colocará, entre os outros pecados, os maus pensamentos dos pecadores em ordem diante deles. [D] – Ele “faz da manhã trevas”, por meio de nuvens espessas se estendendo no céu imediatamente após o sol se levantar brilhante e glorioso; de forma que quando esperamos a prosperidade e a alegria, Ele pode frustrar as nossas expectativas com alguma calamidade inesperada. [E] – Ele “pisa os altos da terra”; Ele não só está mais alto que o ponto mais alto, mas tem domínio sobre tudo, passa por cima dos homens soberbos, e esmaga com os pés os ídolos que eram adorados nos lugares mais altos da terra. [F] – “Senhor, o Deus dos Exércitos, é o seu nome”, pois Ele tem a sua existência em si mesmo; Ele é a fonte de todo o ser, e todos os exércitos do céu e da terra estão sob o seu comando. Humilhemo-nos diante deste Deus precioso, preparemo-nos para encontrá-lo, e tenhamos todo o cuidado de fazer dEle o nosso Deus, pois bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor, sim, o povo que tem todo o poder deste Deus grandioso e glorioso empenhado a seu favor.

Conclusão.

 

A verdade é que o problema do mal permanece como a questão mais difícil da história da Teologia. Existem outras tentativas de resolvê-lo; destarte parecem apenas complicar ainda mais esta questão. A esperança cristã continua afirmando uma mistura de teodicéias. Mas a sua essência ecoa por toda a história: — “Deus decreta o mal e o utiliza para fins bons, e Deus decreta o mal para produzir um bem maior”. Por isso, vivemos pela fé e sempre na esperança pessoa de Cristo nosso Senhor.

 

“1 – Desde toda a eternidade e pelo mui sábio e santo conselho de sua própria vontade, Deus ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é à vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas” – CFW – 3, § 1.

 

Isaías 45:6, 7; Romanos 11:33; Hebreus 6:17; Salmos 5:4; Tiago 1:13 – 17; 1 João 1:5; Mateus 17:2; João 19:11; Atos 2:23; Atos 4:27, 28 e 27:23, 24, 34.

Paz e graça.

Pr. Me. Plínio Sousa.

 

[1] – Comentário de Matthew Henry.

[2] – Confissão de Fé de Westminster.

 

 

 

6 Comments;

  1. Partindo do pré suposto da reforma protestante, Jesus foi Justo, sem Pecado, e sofreu a morte de cruz. Porque nós pecadores, não Podemos Sofrer?

  2. O mal não foi a criação de DEUS, mas uma criação de DEUS se tornou mal e através desta criação foi gerada todas as maldades!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *