customheader

O Pão do Céu É Diário

O Pão do Céu É Diário
O Pão do Céu É Diário

Em certa ocasião, uma multidão de pessoas famintas foi até Jesus, na esperança de que Ele pudesse as alimentar mais uma vez. O Mestre havia multiplicado pães e peixes no dia anterior, e, por esta razão, aquela multidão acreditava que Ele poderia repetir o milagre e satisfazer a fome de toda aquela gente. No entanto, o texto sagrado nos mostra que Jesus desejava oferecer outro tipo de alimento para aquelas pessoas; Jesus queria lhes dar o pão do céu (João 6.24-35).

            Fazendo apenas uma simples leitura dos Evangelhos é possível compreender que, propositalmente, a Palavra de Deus faz uma analogia entre alimentação e vida com o Senhor. Além do texto de João, mencionado no parágrafo anterior, em diversas passagens encontramos a mesma analogia. Por exemplo, antes da sua crucificação, Jesus preparou uma ceia com seus discípulos e disse partindo o pão: “este é o meu corpo” (Mateus 26.26). O próprio apóstolo Paulo, ao exortar os coríntios, também usa da mesma analogia ao se referir à maturidade espiritual como “alimento sólido” (1º Coríntios 3.2).

            Uma boa explicação para o uso desta analogia é que o corpo precisa ser alimentado. Por mais que exista a prática do jejum, que, sem dúvida alguma, é uma excelente prática que traz inúmeros benefícios, em determinado momento o corpo sentirá falta dos nutrientes essenciais e o alimento se fará necessário para a preservação da saúde e também da vida. Não é natural, nem mesmo esperado, que alguém se alimente apenas uma vez durante toda sua vida, nem mesmo uma única vez ao ano, nem ainda uma única vez ao mês. O natural é que as pessoas se alimentem diariamente.

            Compreendendo, pois, que a própria Palavra do Senhor constrói esta analogia entre a espiritualidade cristã e a alimentação, é evidente que Deus espera que seus filhos busquem diariamente pelo pão do céu, da mesma forma como diariamente buscam pelo pão da terra. 

            Anos antes de conquista da Terra Prometida, quando a nação de Israel ainda atravessava aquele penoso caminho no deserto, Deus, graciosamente os enviou um pão do céu para que pudessem se alimentar fisicamente e saciar a fome que sentiam. Entretanto, algo bastante peculiar havia neste milagroso alimento que vinha do céu – tal pão durava apenas um dia. O maná não servia para o dia seguinte. Quando guardado, perdia suas propriedades, estragava, era tomado pelo mofo, criava bichos e cheirava mal (Êxodo 16.16-20).

            Esta passagem do livro de Êxodo até poderia ser apenas mais um relato histórico da nação de Israel se não tivesse sido usado por Jesus juntamente para confrontar aquelas pessoas que esperavam ser alimentadas por Ele outra vez. O Mestre Jesus claramente diz que Ele é o verdadeiro pão, do qual todos deveriam se alimentar: “Em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é o meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome” (João 6.32, 33, 35).

Da mesma forma como buscamos a alimentação física diariamente, a busca pelo pão da vida, que é Jesus, deve acontecer todos os dias. Se, ontem eu pude me alimentar da Palavra e verdadeiramente estive saciado espiritualmente, ótimo. Todavia, não posso deixar de buscar o alimento espiritual também hoje, e por todos os demais dias, até que Ele venha: “porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha” (1º Coríntios 11.26).

 

Tiago Rocha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *