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O dízimo hoje

Não poucos cristãos convivem com dúvidas a respeito do dízimo. Tendo em vista a milenares e extensas controvérsias acerca deste assunto, a situação não poderia ser diferente. Assim como a teologia se diverge no que diz respeito à contemporaneidade dos dons, ao livre arbítrio, à predestinação etc., os teólogos têm diferentes visões sobre a aplicação atual do dízimo. Basicamente, existem duas vertentes mais significativas. De um lado, estão os teólogos que compreendem que o dízimo fazia parte da lei pelo fato da nação de Israel ser uma teocracia. Sendo assim, os sacerdotes levíticos atuavam como um governo civil (Levítico 27.30-33). Por outro lado, estão os teólogos que compreendem que o dízimo é anterior à lei e também à própria nação de Israel (Gênesis 14.18-20).

Por esta razão, este texto não tem a menor pretensão de discutir este assunto, ou mesmo de apresentar um ponto de vista e se posicionar em um destes dois lados. Como já foi dito, este assunto tem sido debatido há séculos pela igreja e provavelmente esta discussão não será finalizada nesta era. A proposta deste texto é mostrar que, independentemente se ser ou não uma exigência, o ato dizimar é fundamental para a estruturação, manutenção e bom funcionamento da igreja como instituição terrena.

Antes de prosseguirmos, devemos considerar que o reino de Deus não se resume às instituições religiosas que comumente chamamos “igreja”. Todavia, não podemos nos esquecer que desde o período do Novo Testamento os crentes em Jesus (cristãos) se organizaram de modo formar instituições. Por isso, apesar de não compreenderem a “totalidade do reino de Deus”, se é que podemos expressar desta maneira, as instituições religiosas não são necessariamente algo ruim, nem mesmo anti-bíblicas.

Recentemente, lendo o livro do Neemias, percebi algo no texto Sagrado que me fez refletir na importância de dizimar hoje. O texto é o seguinte: “fiquei sabendo que os levitas não tinham recebido a parte que lhes era devida, e que todos os levitas e cantores responsáveis pelo culto haviam voltado para suas próprias terras. Por isso repreendi os oficiais e lhes perguntei: Por que essa negligência com o templo de Deus? Então eu convoquei os levitas e cantores e os recoloquei em seus postos. E todo o povo de Judá trouxe os dízimos do trigo, do vinho novo e do azeite aos depósitos. Também coloquei homens que eram de confiança, e ficaram responsáveis pela distribuição de suprimentos aos seus colegas” (Neemias 13.10-13).

O contexto desta passagem nos mostra o descaso de toda uma nação que havia acabado de reconstruir Jerusalém, após anos de desolação. Neemias, após todo o trabalho de reconstrução dos muros e restabelecimento da adoração em Israel, retorna ao império persa para continuar servindo o rei Artaxerxes (Neemias 13.6). Porém, quando Neemias retorna à Jerusalém, encontrou todo sistema religioso desamparado. Todos os levitas e responsáveis pelos cultos haviam ido embora, porque as pessoas deixaram de dizimar.

Para dizer a verdade, o Senhor não precisa do dízimo ou das contribuições das pessoas. Pelo contrário, as pessoas são quem precisam se beneficiar do reino de Deus através das instituições religiosas. Mas, para que haja esta instituição é necessário haver contínua contribuição. Eis aí a importância de se dizimar – manter a instituição que existe para abençoar as pessoas e a comunidade na qual está inserida. Inclusive, é exatamente este o sentido do texto bíblico mais utilizado para falar sobre os dízimos: “trazei os dízimos para que haja mantimento em minha casa” (Malaquias 3.10).

Naturalmente, se um levita ou um sacerdote não estiver sendo mantido pela “casa de Deus” à qual ele serve, ele buscará outros meios para sobreviver. Isto implicará na não integralidade do serviço sacerdotal naquele lugar. Foi exatamente isto o que aconteceu no templo na época de Neemias. Os prejudicados não foram outros, senão a própria comunidade, que deixou de ser abençoada pelos serviços do templo. E isto sim, se aplica à igreja no tempo presente. O ato de dizimar, sendo ou não lei, desde o Antigo Testamento, é relacionado com a consciência de manutenção, amparo e preservação da igreja como instituição terrena.

 

Tiago Rocha

 

 

 

 

13 Comments

  1. Ótimo artigo!!
    Em nossa contemporaneidade, a falta do cumprimento deste princípio; só nos mostra que a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida; nunca esteve tão aguçada em nosso meio “cristão”. Contudo, infelizmente; tal subterfúgio são dos próprios “teólogos”. os quais, como “guardiões da verdade” deveriam ser os primeiros à defender esse preceito.

    Em Cristo!
    Marli Franco

  2. Graça e Paz.
    Assim como muitos têm estudado ao longo do tempo, sobre os Dízimos, também tenho feito de igual forma.
    Cheguei a conclusão que, de fato, temos que dizimar ou devolver a décima parte de tudo que vem à nossa mão, assim como Jaco disse. Vejo que muitos lideres têm se aproveitado desse ato de gratidão dos fiéis ao Senhor e precisamos está atento a isso.

  3. Faço parte de uma igreja evangelica, la as coletas nao tem valor estipulado e sao destinadas a manutençao dos predios, constru çao de novos, ajudar alimentar aos menos favorecidos.quanto aos irmaos que ministram, irmaos e irmas que tocam os intrumentos e os que limpao as igrejas entre outros serviços isso td e voluntario. Eles falam ke nao pode e nem deve obter lucros atravez da palavra de deus.o que eu concordo plenamente!

  4. PERDÃO IRMAO TUDO ISSO E MUITO BONITO TEORICAMENTE, MAIS NÃO E ASSIM QUE FUNCIONA NA PRATICA.
    AS PROPRIAS INTIUTIÇÕES OU EMPRESA RELIGIOSAS ASSIM PREDITA ACLANTAM O DIZIMA DE UMA OUITRA FORMA.

  5. Boa noite um texto bem explicito,acredito que a grande duvida se baseia na retirada
    dos 10% ou seja retiro do liquido ou do bruto da salario mensal?

  6. O dizimo não há como questionar ele é antes da lei e depois da lei. e o novo testamento esta repleto de textos que fala sobre o dizimo. É só Ler a Bíblia que as pessoas vão Em contar.

  7. Legal… mas… o foco não é nem bem o serviço, manutenção, amparo…
    o problema é que os “levitas” e “sacerdotes” de hoje em dia, não querem ser mantidos pela Casa de Deus, querem é sugar a casa de Deus e tê-la a seu dispor… a “casa do tesouro” virou um caixa eletrônico para a ostentação dos líderes das igrejas! pois não há amor à obra que a casa de deus deve realmente fazer, há na verdade mesmo é ganância e vaidade por parte da maioria dos “levitas e sacerdotes”, por isso o questionamento sobre dizimar ou não, as pessoas sabem que dar dinheiro na igreja é igual a sustentar adultos mimados ou gananciosos que nunca viram um dinheiro tão fácil de se ganhar e por isso se lambuzam e se afundam cada vez mais e mais na sujeira da roubalheira e da exploração! as pregações de hoje não falam de salvação, adoração, amor, etc…, falam apenas de conquistas individualistas, eventos grandiosos, shows e sonhos terrenos realizados! os cultos mais parecem palestras da hinode! sem contar os Cantores e músicos que se boicotam nos bastidores dos shows gospel e principalmente nos cultos das igrejas! falta amor querido, muito amor pela obra, pelas vidas das pessoas, pelo próximo, pelo senhor jesus!!! eu nunca mais darei o dinheiro que deus me deu nas mãos de lobos, mas compartilharei do que eu tiver com o meu próximo, os da minha comunidade, os irmãos, os órfãos, as viúvas e os necessitados que eu conheço na minha vizinhança, isto mesmo, como faziam os irmãos no começo, em atos dos apóstolos!

    é isso!!!

  8. Corroborando…
    se não houver contribuição Na obra de deus , não teremos como custear despesas com salários , investimentos , manutenções , missiologia…
    os reverendos não poderão inclusive atuarem com integralidade.
    n
    ao meu ver condição fundamental para tal.
    ressalto que deverá haver transparência , na utilização , aplicação , destes recursos , junto à membresia. ainda , a distribuição dos valores arrecadados , com zelo , eficácia , evitando assim , gargalos.

  9. NA IGREJA, NO MEIO DO POVO DE DEUS NÃO HAVERÁ DIFICULDADE PARA ENTENDER UM ASSUNTO TÃO CLARO NA BÍBLIA COMO O ASSUNTO DO DIZIMO, POIS,, UM CORAÇÃO CONVERTIDO NÃO TERÁ DIFICULDADE EM ENTENDER QUE O DIZIMO É SANTO AO SENHOR E QUE RETE LO PARA SE MESMO E ROUBAR A DEUS. CONTUDO, ACIMA DE ENTENDER SE O DIZIMO É AINDA BÍBLICO OU VALIDO, PRA MIM AINDA É E SERA ATE A VOLTA DE JESUS, DEVERÍAMOS COMO LIDERES E MEMBROS DE IGREJAS ERA NOS APROFUNDAR EM QUE O DIZIMO ERA UNICAMENTE USADO. O DIZIMO TINHA UM ÚNICO PROPOSITO E NÃO VÁRIOS. DESSA FORMA AO SABER EM QUE O DIZIMO ERA USADO DE FORMA MAIS PROFUNDA, E COMO LIDERES E MEMBROS SERMOS FIÉIS NESSA QUESTÃO, CONDUZIREMOS A IGREJA A UMA FIDELIDADE MAIOR E UMA PLENITUDE DE BENÇÃOS ESPIRITUAIS QUE VIRÃO POR CAUSA DA DEVOLUÇÃO DOS DÍZIMOS E OFERTAS. O MAIOR OBSTACULO PARA MUITOS AINDA QUESTIONAREM A DEVOLUÇÃO DO DIZIMO E OFERTAS, SÃO POR QUE AINDA NÃO ESTÃO CONVERTIDOS. DEVOLVER DIZIMO E OFERTA SÃO OBRAS DE UM CORAÇÃO QUE AMA A DEUS E SUA CAUSA NESTE TERRA.

  10. NA IGREJA, NO MEIO DO POVO DE DEUS NÃO HAVERÁ DIFICULDADE PARA ENTENDER UM ASSUNTO TÃO CLARO NA BÍBLIA COMO O ASSUNTO DO DIZIMO, POIS, UM CORAÇÃO CONVERTIDO NÃO TERÁ DIFICULDADE EM ENTENDER QUE O DIZIMO É SANTO AO SENHOR E QUE RETE LO PARA SE MESMO E ROUBAR A DEUS. CONTUDO, ACIMA DE ENTENDER SE O DIZIMO É AINDA BÍBLICO OU VALIDO, PRA MIM AINDA É E SERA ATE A VOLTA DE JESUS, DEVERÍAMOS COMO LIDERES E MEMBROS DE IGREJAS ERA NOS APROFUNDAR EM QUE O DIZIMO ERA UNICAMENTE USADO. O DIZIMO TINHA UM ÚNICO PROPOSITO E NÃO VÁRIOS. DESSA FORMA AO SABER EM QUE O DIZIMO ERA USADO DE FORMA MAIS PROFUNDA, E COMO LIDERES E MEMBROS SERMOS FIÉIS NESSA QUESTÃO, CONDUZIREMOS A IGREJA A UMA FIDELIDADE MAIOR E UMA PLENITUDE DE BENÇÃOS ESPIRITUAIS QUE VIRÃO POR CAUSA DA DEVOLUÇÃO DOS DÍZIMOS E OFERTAS. O MAIOR OBSTACULO PARA MUITOS AINDA QUESTIONAREM A DEVOLUÇÃO DO DIZIMO E OFERTAS, SÃO POR QUE AINDA NÃO ESTÃO CONVERTIDOS. DEVOLVER DIZIMO E OFERTA SÃO OBRAS DE UM CORAÇÃO QUE AMA A DEUS E SUA CAUSA NESTE TERRA.

  11. Deus separou coisas simples para que aqueles que nele creem possam manifestar de maneira visível ou palpavel a sua fidelidade para com Ele. Ignorar o dízimo e as ofertas seria mais uma área descomprometida com Deus.

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