Sobre necromancia e a mulher de em-dor

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Sobre necromancia e a mulher de em-dor

1 – O início promissor (9 — 12).

Jamais um jovem mostrou-se tão promissor ou teve possibilidade tão brilhante em sua juventude. Para começar, ele se distinguia por uma superioridade física surpreendente. Saul é descrito como “moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo” (9:2).

Em segundo lugar, o jovem Saul demonstrava certas qualidades de caráter altamente recomendáveis. Lemos sobre sua modéstia (9:21; 10:22), discrição (10:27) e espírito generoso (11:13). Havia também outras excelentes qualidades –, o respeito pelo pai (9:5), sua valentia e bravura (11:6, 11), sua capacidade para amar intensamente (16:21), sua oposição enérgica a males como o espiritismo (28:3) e sua evidente pureza moral nas relações sociais.

Em terceiro lugar, Deus lhe dera instrumentos especiais quando ele se tornou rei. Lemos: — “Deus lhe mudou o coração”, de modo que passou a ser “outro homem” (10:6, 9). Igualmente, “o Espírito de Deus se apossou de Saul, e ele profetizou” (10:10). Essas expressões indicam que Saul sofreu uma renovação interior e se achava sob a orientação especial do Espírito Santo. Saul tinha também um conselheiro de confiança junto de si, o inspirado Samuel.

Este era o jovem e promissor Saul. Extraordinariamente rico em talentos naturais e preparado de modo especial por meio de dons sobrenaturais, seu futuro parecia de fato brilhante. O chamado para ser rei foi uma oportunidade ímpar, dada a um homem em um milhão. Quanta chance para uma gloriosa colaboração com Deus. Que oportunidade para abençoar os homens. Sua ascensão ao trono de Israel sem dúvida foi uma manhã de promessas.

2 – A decadência posterior (13 — 27).

A promessa inicial de Saul infelizmente provou ser uma alvorada logo encoberta por nuvens sombrias. Apostasia, decadência, degeneração, desastre –, esta é a escala funesta e decrescente que logo se estabelece, até que este herói–gigante morre de modo ignóbil, cometendo suicídio devido à sua perturbação mental. A primeira apostasia ocorreu logo no início – cf. O capítulo 13.

Tratava-se de um ato de orgulho irreverente. Os filisteus estavam prontos para pelejar contra Israel. Saul recebeu ordens para aguardar Samuel em Gilgal. Quando parecia que o profeta não viria antes de expirar o prazo combinado, Saul, impaciente, violou a prerrogativa do sacerdote e insensatamente ousou oferecer ao Senhor, com suas próprias mãos, os sacrifícios pré–estabelecidos.

Podemos aceitar a impaciência de Saul, mas não sua violação à lei de Deus. Saul usurpou o lugar do sacerdote, por ser rei achou que poderia exercer o oficio do sacerdote. Samuel repreendeu-o: — “Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou”. A próxima falha vem a seguir – cf. O capítulo 14.

Foi um ato de obstinação temerária.  Mais uma vez Saul se impacienta e não aguarda uma resposta de Deus, e, age imprudentemente após Jônatas ter provocado a ira dos filisteus, e coloca todos os seus homens em pecado ao sentenciar uma ordem para que ninguém se alimentasse naquele dia. No capítulo 15 surge uma falha ainda mais grave. É uma mistura de desobediência e engano, uma manifestação de que Saul se achava agora um “rei” diante de Deus e não mais um servo. Saul já não se preocupava em agradar a Deus, mas ao povo e a si mesmo. Saul recebeu um governo Teocrático, onde Deus reinaria através de sua vida, contudo Saul decidiu reinar sozinho. Saul recebe uma ordem para destruir completamente os amalequitas, mas poupa o rei e a melhor parte do gado. A seguir mente a Samuel, culpando o povo pelos despojos. A reprovação de Samuel começa assim: — “Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos […]”. A humildade fora infelizmente substituída pela arrogância. A partir deste ponto a decadência se acelera. “Tendo-se retirado de Saul o Espírito do Senhor” (16:14).

O fracasso final (28 – 31).

Sua carreira em declínio finalmente o leva a feiticeira de Em–Dor. Este destroço de homem, que antes gozara do conselho direto do céu, trata agora com o submundo. Feitiçaria e suicídio. Saul não existe mais. Jaz morto, juntamente com o bondoso Jônatas. Como os poderosos caem. Como esse filho da manhã foi levado à ruína? Sim, Saul –, você que teve um início promissor, mas depois veio a decair e se destruiu, você procedeu definitivamente “como um louco” (26:21). Os dois pecados principais de Saul foram a arrogância e a desobediência a Deus. Por trás de ambas jazia a vontade própria impulsiva, indisciplinada. Saul vivia no culto ao “eu”. Buscava satisfazer sua vontade, se auto–afirmar e conseguiu se auto–destruir.

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A necromancia.

Do que se trata? A necromancia ou nigromancia (“νεκρός – nekrós”) “morte” e (“μαντεία – manteía”) “adivinhação” é a suposta arte de se comunicar com o mundo espiritual para obter informações do passado, do futuro ou do pós–vida por meio da evocação dos mortos ou dos espíritos destes, utilizando-se ou não dos restos mortais que pertenceram a outras pessoas.

Também pode ser muito mais que se comunicar com os mortos, mas também trabalhar com ressurreição, reencarnação e muitos outros trabalhos utilizando de práticas totalmente desumanas nos dias atuais, podendo referir-se à feitiçaria ou magia negra.

Tem sua origem na crença de que os seres humanos viajam para um outro mundo após a morte e poderiam relacionar-se com os vivos, mantendo-se disponíveis para serem contatados e questionados. São práticas que encontram registros em diversas civilizações, muito comum entre os gregos e egípcios. Atualmente, é praticada em religiões como no espiritismo. Algo totalmente reprovado pela Escritura.

“Quando disserem a vocês: — Consultem médiuns e espíritas que murmuram encantamentos, pois todos procuram seus deuses e os mortos em favor dos vivos. Respondam: — À lei e aos mandamentos! Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz!” (Isaías 8:19, 20). “Ficarão de fora [do Céu] os feiticeiros […]” (Apocalipse 22:15).

Paz e graça.

Por Pr. Plínio Sousa.

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