Maturidade Espiritual

“Entretanto, falamos de sabedoria entre os que já têm maturidade, mas não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada. Ao contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória” – 1 Coríntios 2:6, 7.

 

A maturidade espiritual nasce segundo a boa vontade de Deus, é o seu “querer e efetuar” (Filipenses 2:13) na vida de seus filhos, a fim de que todos operem a sua salvação como temor e tremor, é a vontade do Pai, diz a Escritura: — “[…] o princípio de toda a sabedoria é temer a Deus”.

 

“A sua maturidade espiritual é a sabedoria divina depositada em você, exercida através da Igreja, a um mundo morto espiritualmente e tolo porque é carente da glória de Deus”.

 

Ela emana de Deus, em poder santificador pela Escritura (assim Ele quis); “é o saber nascente do ventre da Escritura”. Um cristão maduro espiritualmente é também evidenciado pela capacidade de compreensão – tem uma biocosmovisão – de Pecado e da Obra Divina de Redenção, e esta compreensão, também decorre da Escritura, “pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê […]” (Romanos 1:16b), nasce da Escritura e caminha por ela, para que “o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Timóteo 3:17), afirmando assim, através do testemunho fiel a sua maturidade espiritual.

 

Quando Paulo diz, “falamos de sabedoria”, a explicação é: — para que ele não fosse visto como alguém que desdenha da sabedoria, assemelhando-se a pessoas incultas e ignorantes que menosprezam o saber com a ferocidade dos bárbaros –, são os tolos, ele acrescenta que não era destituído daquela genuína sabedoria que era digna do nome, mas que só era apreciada por aqueles que são competentes para julgar.

 

Pela expressão os que “são perfeitos”, ou maduros, ele quer dizer não aqueles que se apossam de uma sabedoria plena e completa, mas aqueles que possuem um juízo sólido e imparcial. A Escritura nos apresenta a maturidade espiritual, não com o indivíduo que capta muitos conceitos, mas sim, aquele que pratica o pouco que se aprendeu.

 

Entretanto, de passagem ele censura os que não nutriam qualquer inclinação para sua pregação, e lhes dá a entender que a culpa era deles. É como se quisesse dizer: — “Se minha doutrina desagrada a alguns dentre vós, tais pessoas provam suficientemente que seu entendimento é depravado e viciado, visto que ela [a doutrina] é invariavelmente reconhecida como a mais excelente sabedoria entre os que possuem intelecto saudável e bom senso”.

 

Em contrapartida, ainda que o ensino de Paulo fosse apresentado a todos, nem sempre era estimado por seu real valor, e esta é a razão porque ele apela para juízes idôneos e imparciais, para que pudessem declarar que a doutrina, a qual o mundo reputava como sendo insípida, era a expressão da genuína sabedoria.

 

Entrementes, pelo termo “falamos” ele notifica que punha diante deles um elegante exemplo de admirável sabedoria, a fim de que ninguém questionasse que ele se vangloriava de algo desconhecido.

 

Experimentados, maduros nas coisas de Deus (cf. 1 Coríntios 14:20; Filipenses 3:15), foi igualado por Paulo com espiritual (1 Coríntios 2:15). A cláusula, entretanto, “expomos sabedoria entre os experimentados”, pode ser uma declaração que resume a seção. Assim todo sábio possui maturidade espiritual.

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A maturidade espiritual é gradual, Paulo disse em outra parte: — “Quanto ao mais, irmãos, já os instruímos acerca de como viver a fim de agradar a Deus e, de fato, assim vocês estão procedendo. Agora pedimos e exortamos a vocês no Senhor Jesus que cresçam nisso cada vez mais. Pois conhecem os mandamentos que demos a vocês pela autoridade do Senhor Jesus”.

 

A maturidade espiritual também é prudente, a Escritura diz: — “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus” (Efésios 5:15, 16).

 

A maturidade espiritual é proclamadora da verdade, Paulo disse: — “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Colossenses 4:5, 6).

 

Ela exige autoexame, crescimento, amor e convicção, “Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino” – 1 Coríntios 13:11.

 

Paz e graça.

Por Pr. Plínio Sousa.

 

6 Comments;

    1. Que possamos ser humildes e pedir para nosso Deus nos operar no crescimento espiritual..muito bom o estudo..parabéns

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