Curando as Feridas da Alma, Parte 1

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Curando as Feridas da Alma, Parte 1

CURANDO AS FERIDAS DA ALMA

“Por que estás abatida, ó minha alma?” – Salmos 42:11.

Por Pr. Plínio Sousa.

 

Acredito que os Salmos são instruções para as dificuldades da vida e são a partir deles que aprendemos como lidar com essas aflições, entendo que as aflições são a nossa realidade e delas o degrau para o conhecimento de Deus, o Nosso Pai; “Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer” disse Jesus, mas Ele completa: — “mas tenham coragem. Eu venci o mundo — por vocês! (João 16:33) E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos (Mateus 28:20”.

 

Há muito tempo, tenho meditado acerca do sofrimento, e devemos nos perguntar: — O sofrimento não seria bom? Foi no sofrimento (exílio) que Jacó viu Deus em Betel (Gênesis 28:10 – 22; João 1:51); foi no sofrimento (exílio) que Moisés viu Deus na sarça ardente (Êxodo 3:1 – 22); foi no sofrimento (exílio) que Elias ouviu “uma voz mansa e delicada” (1 Reis 19:12, 13); foi no sofrimento (exílio) que Ezequiel viu a glória do Senhor junto ao rio Quebar (Ezequiel 1:1 – 28); foi no sofrimento (exílio) que Daniel viu o “ancião de dias” (Daniel 7:1 – 28).

 

Mas por que motivo, nos queixamos tanto do sofrimento? Precisamos da cura para as nossas almas abatidas, mas “[pelas] pisaduras (de Cristo) fomos sarados” (cf. Isaías 53:5; Apocalipse 21:4); e como isso deve ser entendido, já que enquanto vivemos neste mundo, sofreremos (Mateus 16:33)

 

Não deveríamos pensar em depositar os nossos sofrimentos (“as nossas almas abatidas”) na esperança no Deus Triúno, pois a Escritura afirma que Ele é a nossa Esperança (cf. Salmos 33:20; Romanos 15:13), na Redenção de nossos corpos “ainda” caídos, ouvindo e sabendo dos seus altos gemidos (cf. Romanos 8:23), pela narrativa do livro de Jó aprendemos que pela instrumentalidade do sofrimento, conhecemos a Deus como Ele o é (Jó 42:5);  sabemos que sem a lei, o pecado estava adormecido, mas a lei suscitou um desejo de fazer o que ela proibia.

 

O mesmo é verdadeiro para todo cristão. A percepção do pecado através da instrumentalidade da lei torna as pessoas conscientes de sua morte espiritual, ainda assim pensamos na “cura de nossas almas” nos termos atuais (bem-estar).

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A verdade é que, muitos em meio ao sofrimento têm um vislumbre maior da glória de Deus, de sua bondade, misericórdia e providência (cf. 2 Coríntios 12:4; Atos 7:55; Apocalipse 1:9 – 20; Gênesis 45:8); nos tempos primitivos os cristãos não se importavam com a comodidade de suas almas, pois elas, pertenciam a Deus (Ezequiel 18:4) – e milhares não tiveram a “cura de suas almas” aqui, neste mundo – mas estão neste momento confirmados como filhos de Deus e com Ele eternamente estarão unidos, e as almas (deles) estão definitivamente curadas; disse Tertuliano certa vez: — “O sangue dos mártires é a semente da Igreja”.

 

A exigência da fé cristã nesses tempos, era as suas próprias vidas como testemunhas (“mártir”) fiéis de Cristo (eles eram devorados, queimados, decapitados, etc.), não existia tempo para se pensar na “cura das suas almas – bem-estar” (nos moldes atuais), mas, apenas na esperança de estar com o seu Deus eternamente; eles já haviam recebido a cura pelos termos do entendimento bíblico; a cura da alma nos tempos atuais, seria uma espécie de bem-estar, e isto, é algo incompatível, absolutamente com a fé cristã (cf. Filipenses 1:29), sabendo que o sofrimento nesta vida por amor de Cristo e de sua palavra, é uma das marcas mais evidenciáveis de uma genuína fé (cf. Filipenses 1:21; Mateus 16:33; Romanos 8:18; Atos 20:24; 2 Coríntios 4:17, 18; Hebreus 11:25, 26, 35; 1 Pedro 1:6, 7; Mateus 5:11, 12; 2 Tessalonicenses 1:7 – 12; Mateus 10:25;  Lucas 7:33, 34; 1 Pedro 2:23; Romanos 5:3 – 5; Mateus 10:38).

 

Pensado em um doente, como ilustração, sempre olhamos no sentido da cura do mesmo (e isto é bom, absolutamente); mas, “não deveríamos pensar que um doente, deve ser acompanhado por um médico diligentemente – como prestimoso – como laborioso, nos casos graves?, agora, e se formos esse doente onde o Deus que cura, nos acompanha dentro de uma realidade?, e esta é uma verdade intrinsecamente (profundamente) palpável, o pecado ainda habita em nós, devemos lembrar que em outro tempo, estávamos mortos, sem vida; agora devemos estar em letargo, em coma  (em algumas situações), e em observação (em outras), mas ainda assim precisamos de um médico que entenda a nossa grave situação, e para que nos acompanhe nesta realidade terrível, e temos de acordo com Mateus 9:12 — somente receberemos alta na eternidade (em corpos já glorificados) – Romanos 8:23; 2 Coríntios 5:1; Jó 19:25, 26”.

 

As nossas almas abatidas, devemos entender agora, é a consequência do pecado em nós. Não deveríamos fazer como o salmista: — O Senhor é o meu Pastor, e por isso, de nada terei falta (Interpretação literal, Salmos 23:1)? São anos de sofrimento diametralmente oposto com a eternidade de glória. Mas o que importa? O que Jesus afirmou: — “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” – Mateus 28:20; resta pouco tempo, nossa pressa em acabar o sofrimento do amanhã, não retira o sofrimento de nossas vidas, apenas retira de nós a força de suportamos o sofrimento de hoje; descanse, resta pouco tempo.

 

“Aqueles que mergulham no mar das aflições trazem pérolas raras para cima” — Charles Haddon Spurgeon.

 

Exposição.

 

Já no Salmos 119:25: — “Minha alma se apega ao pó”; temos algo a meditar. Ele quer dizer que não tinha mais esperança de vida, como se estivesse encerrado no túmulo. 

 

Precisamos atentar bem a esse fato, para que não nos tornemos impacientes e entristecidos, sempre que aprouver a Deus fazer-nos suportar vários tipos de morte.

 

 E, por seu exemplo pessoal, o salmista nos instrui que, ao encararmos a morte de frente e toda esperança de escape se esvair, devemos apresentar nossa petição a Deus, em cuja mão, como já vimos em outra parte, estão os escapes da morte e cuja prerrogativa peculiar é restaurar vida àqueles que jazem mortos (Salmos 68:20).

 

Quando o combate é árduo, ele se vale das promessas de Deus e convida outros a fazerem o mesmo. A expressão segundo tua palavra é um reconhecimento de que, se ele se apartar da palavra de Deus, não lhe restará nenhuma esperança; mas, como Deus tem afirmado que a vida dos fiéis está em suas mãos e sob a sua proteção, embora o salmista estivesse encerrado como que em um túmulo, ele se consolava com a expectativa de vida.

As confissões de Davi nos Salmos, nos revela que Davi (em suas aflições) não tinha vencido completamente suas tentações num único confronto ou mediante um único e extraordinário esforço, como se fosse desnecessário para ele entrar novamente no mesmo conflito.

 

Por este exemplo, pois, somos admoestados que, embora Satanás, com seus assaltos, às vezes nos sujeita a uma renovação da mesma tribulação, não devemos perder nosso ânimo ou permitir que sejamos humilhados. A última parte deste versículo (Salmos 42:11) difere do versículo cinco numa só palavra, enquanto que em muitos outros aspectos concordam.

11 Comments;

  1. Salmos 119: 71. Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. Bom dia a paz do senhor Jesus Cristo Deus abençoe sempre este ministério

  2. irmão a paz do senhor vendo que você menciono mateus 16;33 e nao encontrei este versiculo mais gostei

  3. Um artigo fantástico maravilhoso enriquecedor ,estou ampliando meus conhecimentos com esses artigos para Glória de Deus.

  4. Sou Cristão e sou católico fervoroso vivo minha fé com intensidade, visito as Órfãs, faço trabalhos comunitários, Celebrações, formações, pregações, espiritualidades, assumo pastorais; porém encontro mais formação e Informações nos site ou paginas Evangélicos… E pra mim não Diferença porque não se discute religião , mas a ação evangelizadora na pessoa de Jesus e seus apóstolos…

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