É possível ser feliz no trabalho?

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É possível ser feliz no trabalho?

Por causa do pecado, a visão que nós temos sobre a vida e sobre tudo aquilo que Deus instituiu para a humanidade se tornou embaçada e distorcida. A maneira como enxergamos a família ou a política, por exemplo, foi totalmente comprometida pelos efeitos nocivos da queda. O mesmo acontece com a maneira como enxergamos o trabalho, que também é uma instituição divina.

Equivocadamente, alguns acreditam que o trabalho só existe por causa do pecado. De acordo com este pensamento, se Adão e Eva não tivessem desobedecido a Deus, estaríamos até hoje usufruindo das delícias do Jardim do Éden, sem trabalho algum. Entretanto, Quando consideramos o nosso trabalho como um castigo ou algo ruim e pesaroso no qual estamos presos por mera “obrigação” ou “necessidade”, o consideramos desta maneira por causa da nossa visão distorcida pelos efeitos do pecado. O trabalho é uma benção de Deus. Disto não podemos ter dúvidas.

Antes mesmo de criar os seres humanos, o Senhor instituiu o trabalho. Inclusive, de acordo com a narrativa dos capítulos 1 e 2 de Genesis, temos a certeza de que Deus não apenas institui o trabalho, como também trabalhou por seis dias consecutivos de modo que alcançasse um objetivo a partir daquilo que realizou. Sendo assim, a visão que considera o trabalho como um castigo ou como uma conseqüência pelo pecado não corresponde à realidade apresentada pela Bíblia.

Também existem aquelas pessoas que, de maneira oposta ao primeiro grupo, elevam o trabalho ao nível de uma divindade. É possível que façam isso inconscientemente. Todavia, estas pessoas que consideram o seu trabalho como o fundamento que justifica todas as suas atitudes e escolhas egoístas, também o enxergam com a visão que foi distorcida pelo pecado. Essas pessoas vêem o trabalho como sendo o seu provedor, desconsiderando que, na verdade, todas as coisas vêm das mãos de Deus. O Senhor é quem provê tudo o que necessitamos.

Tanto a primeira situação, que enxerga o trabalho como um castigo, quanto a segunda situação, que exalta o trabalho e o eleva ao nível de uma divindade, são situações muito tristes. Se for de alguma dessas duas maneiras que temos encarado o nosso trabalho, estamos submetendo nós mesmos a um ciclo de escravidão sem fim e sem sentido algum que, no final das contas, não nos levará a outro lugar senão à frustração e à infelicidade.

No entanto, a visão espiritualmente correta a respeito do trabalho é aquela que naturalmente promove felicidade e satisfação ao trabalhador. Justamente por ser algo que Deus instituiu antes da queda é que o trabalho pode trazer edificação e felicidade a quem o realiza. Mas, apenas quando visto da forma correta é que o trabalho fará todo sentido para os seres humanos.

Não há mesmo sentido algum em levantarmos cedo todos os dias, sacrificar o nosso tempo, a nossa energia, o nosso corpo, a nossa saúde, a nossa família naquilo que não nos traz satisfação. Podemos até fazer isso por toda a nossa vida; contudo, lá no final, chegaremos à mesmíssima conclusão do Pregador de Eclesiastes “tudo não passou de vaidade, foi como correr atrás de nada” (Eclesiastes 2.17).

A boa notícia é que, mesmo após a queda, é possível desfrutarmos das bênçãos que o Senhor idealizou ao instituir o trabalho. A Palavra de Deus nos diz que o Senhor nos capacita com dons, com talentos, com aptidões. Ele mesmo nos enche de capacitações que estão entrelaçadas à nossa personalidade, às nossas preferências e nossas condições. Obviamente, nada disso fará sentido se for investido naquilo que é passageiro. Mas, certamente, encontraremos o sentido quando dedicarmos todos os nossos esforços para servir ao Senhor e ao Seu reino, que é eterno e jamais passará.

Foi para essa finalidade que Deus criou os seres humanos, para adorar a Ele e servi-lo com todas as capacitações que Ele mesmo nos concedeu. É por isso que o Evangelho nos convida a fazermos tudo, tudo mesmo, para a honra e para a glória de Jesus. Porque este sempre foi o sentido do trabalho – glorificar a Deus. Este conceito é sim possível de ser vivenciado em todas as áreas e atividades profissionais, pois: “do Senhor é a terra e sua plenitude; dele é o mundo e os que nele habitam. Tudo é dele, por ele e para ele. E, sem ele, nada do que existe se fez.” (Salmo 24.1; Romanos 11.36; João 1.3; Colossenses 1.16).

Quando voltarmos o nosso olhar para as Sagradas Escrituras, conseguiremos discernir a visão divina para as Suas próprias instituições (família, política, trabalho, etc.) e, a partir deste discernimento, optar por um caminho contrário ao daquele que o pecado impôs sobre a visão das pessoas. Apenas quando estivermos livres da escravidão do senso comum e da visão distorcida sobre as instituições de Deus, é que poderemos usufruir plenamente das bênçãos que existem por trás de tudo aquilo que Deus criou. Abra sua mente para as coisas espirituais; “priorize o reino de Deus, a Sua justiça; entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele, e Ele agirá” (Mateus 6.33; Salmo 37.5).

 

Tiago Rocha

5 Comments;

  1. Muito bem Sr.Tiago Rocha é isso ai muito bem feita sua introdução neste texto OK é por ai parabéns gostei eu não mexeria em nada valeu amigo abraço obrigado pela Lembrança claro que poderemos conciliar trabalho, com felicidade já pensou o homem sendo um parasita se levantar de manhã comer dormi não ter obrigação nem uhuma engorda e morre que nem porco gordo rs estaria fora deste Projeto, que graça teria a nossa vida!? O trabalho faz parte de nossa vida contidiana independente de A Ou B isso é bênção de Deus além disso dignifica o Homem amem.

  2. Procuro sempre agir da forma como um verdadeiro cristão deve se comportar em meio ao trabalho secular!

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