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Divórcio

Para tratarmos de um assunto tão complexo, tão contrário a vontade de Deus e delicado, primeiramente, devemos tratar da vontade de Deus para os cristãos – homem e mulher e, afirmar que Deus odeia o divórcio: — “Eu odeio o divórcio”, diz o Senhor (Malaquias 2:16), pois, disse Deus em seu conselho: — “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18); essa é a vontade de Deus, que o homem não viva sozinho, nem antes do casamento, muito menos depois de se casar, pois agora são uma só carne (Gênesis 2:24), por isso no estabelecimento do decreto divino, é posto para o homem, a existência de sua adjutora idônea (Gênesis 2:21) de sua própria carne, e agora, ela é osso dos seus ossos, e, carne da sua carne, “portanto, não separe o homem o que Deus uniu” – Mateus 19:6, em amor e responsabilidades (Gênesis 2:22), pois Deus a Adão a entregou para que pôr ordenança, Adão cuidasse ao ponto de se sacrificar por ela, e pela falta do seu cuidado a terra foi amaldiçoada pela negligência do cuidado de Adão em não conseguir cumprir a palavra verbalizada de Deus em seu interior (Gênesis 3:17); como marido, como Adão deveria se comportar em relação a sua esposa? A resposta bíblica é (partindo do pressuposto que toda a lei de Deus estava gravada no coração do homem) acredito que: O olhar para Cristo, o “noivo divino” em relacionamento com a Igreja (hoje), a ordenança implícita (no Éden) acerca do casamento foi, é e sempre será: — Ame-a, faça sacrifícios por ela, ouça suas preocupações, cuide dela, seja tão sensível às necessidades e dores dela como você o é com o seu próprio corpo; e como esposa, como Eva deveria se comportar em relação ao seu marido? O olhar para a noiva escolhida, a Igreja em seu relacionamento com Cristo (hoje e no Éden): — respeite-o, reconheça a sua qualidade de “chefe” da família, responda à sua liderança, ouça-o, louve-o, esteja unida a ele em propósito e vontade; ajude-o de verdade (cf. Gênesis 2:18), mas nada disso foi cumprido, nem por parte do homem nem por parte da mulher. Satanás conseguiu inverter os papéis no Éden, a mulher passou a ser “chefe” sendo líder e tomando a suas próprias decisões, e o homem foi irresponsável com as suas obrigações maritais, destarte, depois da queda o coração do homem se tornou tão obstinado e orgulhoso, que ambos, tanto mulheres como homens continuam dando ouvidos a satanás, contrariando em rebelião a vontade de Deus, sabendo que o matrimônio, em essência prepara o homem e a mulher em santidade, para se tornarem irrepreensíveis para a glória da graça de Deus; a empreitada dos inimigos de nossas almas em destruir casamentos continua um misto de depravação por parte do homem e o fogo que arde do próprio inferno – a combinação de uma sabedoria que é: — animal, terrena e diabólica, pois não visa o sacrifício pelo outro em amor, “onde há […] espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa” – egoísmo e orgulho, é a galinha que choca todos os outros pecados – o que gera rebelião contra a vontade de Deus. O mandamento de Deus é: — amor e submissão, pois o amor “não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:5 – 7); Paulo continua: — “Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a Igreja […] e a mulher trate o marido com todo o respeito” – Efésios 5:25, 33. “Nenhum, absolutamente nenhum ministério público ressaído, relevante, eminente (cf. 1 Timóteo 3:1), legitima um ministério privado malsucedido, falhado, frustrado, falido, fracassado (cf. 1 Timóteo 3:4); a submissão de uma esposa (cf. Efésios 5:22, 33) é a resposta de um amor manifesto, evidenciado, incontestável, inegável, irrefutável, presente, efetivo, provado –, que o seu marido demonstra a todos os momentos e por toda uma vida (cf. Efésios 5:25 – 33a); a maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la – a submissão é uma resposta ao amor”. Paul D. Washer acertadamente diz: — “O maior ministério de um homem é sua mulher”. A definição de amor para o casamento é: — O amor resiste na adversidade, mostra prudência na prosperidade, é forte no sofrimento, alegra-se com boas novas, está acima da tentação, ele é generoso na hospitalidade, agradável entre verdadeiros irmãos [e é isso que os casados são em essência, irmãos em Cristo Jesus — são eternamente unidos em amor, e aqui, em sagrado matrimônio], paciente com a falta de fé, este é o espírito dos livros sagrados, a virtude da profecia, a salvação dos mistérios, é à força do conhecimento, a generosidade da fé, a riqueza para os pobres, vida aos moribundos. O amor é tudo!”.

 

Em declaração à minha esposa certa vez escrevi: — você é a minha melhor parte, é o meu encanto, minha flor de beleza, meu anjo guardião, o tesouro do meu coração. Digo a você: — Com você eu sou, e serei muito feliz, pois o passado não importa mais, ele passou. Eu escolhi você e me regozijo com isso. Em você encontrei a alegria de espírito. A escolha de Deus é minha alegria. Em sua companhia encontro meu paraíso na terra, você é a luz do lar, o conforto da minha alma e [para este mundo] o âmago do meu conforto. Se estivesse fortuna, só será rico enquanto você vivesse. Você como costela, é o melhor osso do meu corpo, Deus é boníssimo, Ele deu-me você; E eu sei que tudo que Deus faz durará eternamente!, pois,  é isto que acredito acerca do matrimônio.

 

Agora, vamos para o ponto do divórcio, e quando ele é permitido: — O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza – Gênesis 2:18 e 9:1; Malaquias 2:15; 1 Coríntios 7:2, 9. A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar; mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor (cristãos com cristãos); portanto, os que professam a verdadeira religião não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem devem os piedosos prender-se desigualmente pelo jugo do casamento aos que são notoriamente ímpios em suas vidas ou que mantém heresias perniciosas (esta é a causa de muitos divórcios entre cristãos genuínos) – Hebreus 13:4; 1 Timóteo 4:3; Gênesis 24:57, 58; 1 Coríntios 7:39; 2 Coríntios 6:14. O adultério ou fornicação cometida depois de um contrato, sendo descoberto antes do casamento, dá à parte inocente justo motivo de dissolver o contrato; no caso de adultério depois do casamento, à parte inocente é lícito propor divórcio, e depois de obter o divórcio casar com outrem, como se a parte infiel fosse morta – Mateus 1:18 – 20 e 5:31, 32 e 19:9. E o divórcio ainda depois do casamento? Posto que a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar argumentos a fim de indevidamente separar aqueles que Deus uniu em matrimônio, contudo só é causa suficiente para dissolver os laços do matrimônio o adultério ou uma deserção tão obstinada que não possa ser remediada nem pela Igreja nem pelo magistrado civil; para a dissolução do matrimônio é necessário haver um processo público e regular, não se devendo deixar ao arbítrio e discreção das partes o decidirem seu próprio caso – Mateus 19:6 – 8; 1 Coríntios 7:15; Deuteronômio 24:1 – 4; Esdras 10:3.

 

1 – O que deserção obstinada?

 

O adultério e a disciplina eclesiástica: o adúltero fica sujeito à disciplina. A parte inocente na deserção irremediável não pode ser penalizada. Descobre a parte inocente, no caso de separação consensual, por criteriosa apuração. A parte inocente, no caso de separação litigiosa, emerge-se pela investigação das causas da separação e do litígio. A inclusão (ou reinclusão) do divorciado na Igreja depende de seu estado religioso anterior. O adultério deve ser tratado com muito mais rigor pela Igreja em virtude das seguintes razões:

 

1 – O cônjuge cristão, em princípio, tem muito mais maturidade social, psíquica, mental, emocional e religiosa que um jovem. Das pessoas maduras mais se deve exigir, principalmente em se tratando de líderes comunitários (mulher ou homem) e de oficiais da Igreja: pastores, presbíteros e diáconos.

 

2 – Os casados satisfazem-se sexualmente na mutualidade das relações amorosas, não se justificando, de maneira alguma, o sexo extramatrimonial. O homem cristão, quando escolhe uma mulher para ser sua esposa, e se casa com ela diante do povo da promessa e em nome de Deus, fica sabendo, por instrução bíblica e por alerta do oficiante matrimonial, que o casamento é indissolúvel e a infidelidade, intolerável. Nenhum motivo sério o casado ou casada tem para trair o consorte; nenhuma pressão irresistível, pois ambos estão livres e liberados socialmente para a relação sexual no tálamo conjugal. Por isso, o pecado do adultério entre eles é muitíssimo mais grave. Nem sempre, porém, a Igreja enxerga assim, punindo com mais rigor os jovens que adulteram que os casados, especialmente porque esses, justificando-se, alegam uma série de motivos pelos quais adulterou. Eis alguns, que o autor já ouviu em inquirições declarações e depoimentos em procedimentos processuais de atos adulterinos:

 

A – “Minha mulher é frígida, e eu sou sexualmente vigoroso e quente. Entre nós não havia correspondência prazeroso”.

 

B – “Minha mulher não me satisfazia. Então, me tornei um marido sexualmente insatisfeito. Ela é boa em tudo, menos de cama; especialmente nos antecedentes preparatórios do ato sexual”.

 

C – “Minha mulher é muito porca. Não suporto gente suja. Ela não se limpava e não limpava a nossa casa”.

 

D – “Minha mulher é boa; nada tenho a reclamar dela; mas a carne é fraca; caí nos braços de uma sedutora muito hábil e sagaz: realmente adulterei, mas me arrependo”.

 

E – “Meu marido imaginava que sou apenas uma caixa de prazer para ele; relacionava-se comigo como um bruto, um cavalo. Em cada relação, sentia-me “objeto”, “dominada por um macho” sem carinho, sem consideração, sem apreço à sua mulher”.

 

F – “Meu marido queria ter prazer comigo, mas nunca pensou em dar-me prazer. Com ele, na verdade, nunca tive orgasmo. Ele ejaculava; virava-se de costas para mim, e dormia como um porco”.

 

G – “Meu marido é bom; como homem e como pessoa, satisfazia-me, mas cedi à tentação, aos galanteios, de outro com o qual convivia (na Igreja ou no trabalho). Realmente traí meu marido”.

 

H – “Meu marido tem ejaculação precoce, e eu sonhava com um homem que me desse prazer; e encontrei”.

 

I – “Enojei-me de meu marido. Meu maior martírio era ter de ceder aos seus arroubos sexuais nojentos”.

 

J – “Descobrimos que somos incompatíveis; nossos gênios não se combinam: ele pensa uma coisa; eu, outra; ele tem suas opiniões; eu, as minhas”.

 

K – “A esposa do meu marido é o trabalho; ele dá todo o tempo à sua profissão; apenas as migalhas sobram para mim. Não aguentei: sou de carne o osso!”.

 

L – Uma esposa, com quem me defrontei no Conselho, quando inquirida sobre as razões que a levaram a abandonar o marido, voltando para a casa da mãe, respondeu: — “Não suportei mais a contínua e persistente interferência de sua mãe nas nossas relações. Para o meu marido, o “amor de sua vida” é a “mamãe”: comida boa é a da mamãe; roupa bem passada é da mamãe; o melhor carinho é o da mamãe: mamãe para cá e mamãe para lá. Então, decidi: Fique com sua mamãe; eu vou cuidar da minha vida”. É lamentável que alegações tão fúteis sejam suficientes para dissolver um casamento. Nenhuma destas desculpas deve ser aceita, quando partir de servos de Cristo, pois todas são solucionáveis pelo diálogo, pela ajuda pastoral, por orientação de casais mais experientes.

 

Incompatibilidade de gênios é falta de amor cristão, de compreensão, de tolerância, de perdão, de capacidade de ceder em favor do outro. Mais racionalmente incompatíveis do que nós e nosso Deus não pode haver, no entanto somos um nEle em Cristo Jesus na base do perdão incondicional. As desculpas acima elencadas, e outras, têm levado conselhos à injusta comiseração com adúlteros culpados, atores adulterinos, perdoando-lhes o pecado, mantendo-os, com o novo cônjuge, na comunhão da Igreja em flagrante injustiça à parte ofendida. Semelhante “amor cristão” tem contaminado o Corpo de Cristo com membros divorciados cujo parceiro (a) anterior foi traído (a) deslealmente, ficando ainda, em muitos casos, com o ônus da criação dos filhos.

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