A glória da criação

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A glória da criação

“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas…” (Romanos 1.20).

 

 Toda a criação foi feita para mostrar a glória de Deus. Criou os seus filhos e filhas para a sua própria glória (Isaías 43.7), também, os seres inanimados como as estrelas, o sol, a luz e o céu: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos” (Salmos 19.1,2). Toda a criação revela a grandeza de Deus.

O capítulo 4 do livro profético Apocalipse traz a canção da adoração celestial, a qual conecta a criação de todas as coisas por Deus com o fato de que Ele é digno de receber a glória que por sua própria criação: “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas” (Apocalipse 4.11).

Toda a criação fala a respeito do seu criador. Ela mostra o grande poder e sabedoria, que está muito acima de qualquer coisa que poderia ser imaginada por algum ser. Como nos diz o profeta jeremias: “… foi Deus quem fez a terra com o seu poder, firmou o mundo com a sua sabedoria e estendeu os céus com o seu entendimento” (Jeremias 10.12).

Pela simples observação da natureza, qualquer ser humano pode compreender a existência de um poder sobrenatural infinito e elevado. Até mesmo uma breve inspeção de algum inseto ou de alguma flor, do corpo humano, ou até mesmo de qualquer célula viva, é capaz de nos mostrar a grandeza e sabedoria de algum criador.

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Apenas pensar na criação já nos faz querer glorificar a Deus. Quem mais poderia fazer tudo isso? Quem poderia estabelecer todo o universo do nada? Quem mais senão Deus poderia sustentar, dia após dia, em perfeita ordem, todas as coisas que existem? No entanto, é importante percebermos que Deus não precisava criar nada disso.

Deus não precisava de mais glória do que ele já possuía antes da fundação do mundo. Deus, de forma alguma estava incompleto, sem a glória que haveria de receber pela criação do universo. Deus não precisava do universo, pois sempre foi e sempre será plenamente Deus.

Exatamente por isso que a Teologia diz que a criação foi um ato totalmente livre de Deus. Não era algo necessário, foi algo opcional. Por sua livre e soberana vontade, Deus escolheu fazer o que fez: “Tu, Senhor […], criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas” (Apocalipse 4.11). Deus quis criar o universo para demonstrar sua excelência. Podemos então compreender que Deus criou o universo para se deleitar em sua própria criação.

Assim como as pessoas que possuem habilidades artísticas, musicais ou literárias têm prazer em criar coisas, vê-las, ouvi-las ou até mesmo ponderar sobre a obra criada, assim como diversas pessoas apreciam cozinhar, decorar a casa, produzir invenções científicas; mesmo as crianças, que gostam de colorir quadros ou construir casas de bloquinhos ou areia, Deus também tem prazer e se alegra com sua criação.

 

Tiago Rocha, graça e paz!

Este texto foi baseado na Sistemática de Wayne Grudem

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