Bebida alcoólica: O que a Bíblia diz sobre?

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Bebida alcoólica: O que a Bíblia diz sobre?

O problema da interpretação bíblica a partir de uma ótica sociocultural

 

Em termos absolutos a Bíblia não proíbe a bebida alcoólica. Além disto, é fato que a bebida alcoólica é até recomendada e também aceita em algumas ocasiões pela própria Bíblia. Vejamos alguns exemplos disto nos parágrafos abaixo:

O Antigo Testamento mostra que o vinho acompanhava diversos sacrifícios (Êxodo 29.40; Números 15.5; 28.7). Por isso, é bastante provável que existisse um estoque de vinho no templo para tal finalidade.

O salmista falou sobre “o vinho que alegra o coração do homem” (Salmo 104.15), e o escritor de provérbios aconselhou: “dai bebida forte ao desfalecido, e vinho aos amargurados de espírito” (Provérbios 31.6).

Ao falar do maravilhoso convite da salvação, que em Sua graça Deus faz a todas as pessoas, o profeta Isaías declarou: “a todos os sedentos: vinde às águas; e os que não têm dinheiro, vinde, comprem e comam. Vinde, comprem sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Isaías 55.1).

O apóstolo Paulo aconselhou ao jovem Timóteo: “não bebas somente água, mas use um pouco de vinho, por causa de teu estômago, e de tuas freqüentes enfermidades” (1 Timóteo 5.23).

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O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho durante uma festa (João 2.6-10). E, por fim, Jesus também falou em termos favoráveis acerca do vinho, quando contou a parábola do bom samaritano: “aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo” (Lucas 10.34).

Apesar de todas estas passagens bíblicas indicarem o uso de certa bebida alcoólica como sendo algo bom em sua finalidade, a questão se a Bíblia condena o uso do álcool sempre está perante nós. Isso acontece, pois em alguns casos olhamos para “questões polêmicas” e tentamos respondê-las fundamentados cultura, na geografia ou mesmo na emoção. Entretanto, as questões (quaisquer) requerem uma resposta fundamentada na Bíblia.

O problema com as argumentações contra o consumo de bebidas alcoólicas é que elas afetam, de forma negativa, certos aspectos da fé cristã. Elas minam a autoridade das Escrituras; e fazem isso através da condenação universal de algo que a Bíblia permite. Nestes casos, a autoridade da própria Bíblia é diminuída dentro pensamento cristão.

Ao aplicarmos este princípio e moldarmos os textos bíblicos de acordo com nossa conveniência sociocultural, distorcemos a doutrina de Cristo, pois a censura universal de algo que o próprio Jesus praticou desvaloriza a Sua santidade. Sem dúvida alguma, isto afeta negativamente nossa fé, pois, ao negar e proibir algo que a Escritura permite, tornamos nosso testemunho cristão inconsistente.

Todas as vezes que alguém abordar o texto bíblico a partir de um viés cultural esta distorção da doutrina de Cristo acontece. Não obstante, muitos cristãos estão convencidos de que a abstinência total é o único caminho espiritual a ser seguido, mas não aprendemos tal coisa das Escrituras – nem do Antigo Testamento, nem no Novo Testamento.

Se os cristãos que veementemente declaram que a Bíblia proíbe o consumo de bebidas alcoólicas fizessem um simples estudo da palavra “vinho” na Bíblia, veriam as coisas como são – Deus santificou a bebida e alertou contra o excesso (não apenas sobre o álcool), porque embebedar-se é pecado (assim como comer de mais também o é).

Podemos concluir este assunto com a seguinte declaração do Senhor, registrada em Deuteronômio: “Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando” (Deuteronômio 4.2). A obediência à Palavra de Deus começa por não ficar aquém nem ir além da própria Bíblia.

 

Tiago Rocha

 

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