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Ansiedade: Como vencê-la?

Ansiedade: Como vencê-la?
Ansiedade: Como vencê-la?

A vida traz circunstâncias que nós não entendemos, traz provações que parecem ser insuportáveis e também traz momentos que são muito difíceis. É bem verdade que as dificuldades acompanham certas pessoas mais de perto do que outras. No entanto, todos nós estamos sujeitos às adversidades da vida. A morte de algum familiar, a instabilidade financeira, algum problema de saúde ou mesmo as pressões de uma agenda frenética podem desequilibrar o estado emocional de qualquer um, levando-as ao quadro de ansiedade.

            Incontáveis pessoas sofrem diariamente com a apreensão e desânimo resultantes da ansiedade. A preocupação, a depressão, o medo, e a maioria dos sentimentos pessimistas que dominam a cultura hodierna, também podem ter sua origem na ansiedade. O tempo está passando, a vida é curta e todos estão procurando um lugar seguro e inabalável para ali depositarem sua confiança e se sentirem seguros. Todavia, é obvio que o consenso pós-moderno afirma que este lugar não existe.

Não raro ouviremos dizer que a paz e a segurança são relativas, assim como todas as outras coisas também são. Nesta sociedade pós-moderna, a paz chega a ser uma espécie de sonho ou, talvez, algo relacionado com a sorte. Infelizmente, estes sentimentos de desespero e aflição não são exclusivos daquelas pessoas que nunca ouviram falar de Deus. Por diversas vezes a Bíblia nos mostra que, em meio à doença, sofrimento e dúvida, muitos que conhecem a Deus acabam se emaranhando num caminho desprovido de segurança interior e repleto de ansiedade.

            Dentre tantas definições para a ansiedade, gosto de uma que John Piper descreveu em seu livro A Vida é Como a Neblina. Inclusive, sua definição distingue a ansiedade da preocupação racional; ele diz: “a ansiedade é um sentimento interior esmagador, tenso, amedrontador, que pode ou não ser acompanhado da precaução racional. Esta, sim, pode acrescentar um côvado a sua vida, e não as sensações ruins. A precaução racional prolonga vidas; a ansiedade encurta muitas delas.”

            Para aqueles que conhecem ao Senhor e lidam intimamente com a ansiedade, acredito que a compreensão de que esta circunstância não apenas é totalmente possível, como também é extremamente comum, é algo fundamental. Quando nos vemos no meio de dificuldades, o primeiro pensamento que geralmente nos ocorre é: “como posso sair desta situação?”. Entretanto, nem sempre será possível sairmos das situações difíceis. Existem situações definitivas. Por esta razão, o pensamento mais sábio seria algo parecido com: “o que posso aprender com essa situação?”.

            Sempre que penso sobre ansiedade, volto meu olhar para o livro bíblico dos Salmos. Dentre tantos depoimentos em forma de poesia, são inúmeras as expressões de desespero, vindas de um coração aflito. Um dos meus salmos prediletos a respeito disto é o de número 55. Este salmo reforça aquilo que já dissemos; que o coração humano anseia por um refúgio seguro e tranqüilo, longe dos problemas e dos fardos pesados impostos pela vida.

            Davi expressa o seu desejo de voar para longe de tudo o que o cerca e se esconder no deserto a fim experimentar a paz. É tão intenso seu desejo de fugir que ele exclama: “O meu coração se estremece e pensamentos de morte tomam conta de mim. Quem me dera eu tivesse asas como pomba! Voaria e acharia pouso. Com pressa eu fugiria para longe e ficaria escondido no deserto” (Salmo 55.4-7).

Assim como o salmista Davi, o profeta Elias também enfrentou momentos de insegurança. Ele não apenas desejou fugir para se esconder, mas fugiu do lugar onde deveria exercer seu ministério e se escondeu numa caverna (1 Reis 19). O profeta Jeremias também está entre estes que, em determinado momento desejou fugir para um lugar aonde pudesse se esconder para se abrigar de tudo ao seu redor (Jeremias 9.2-6). Homens de Deus também podem ser tomados por sentimentos como estes. No entanto, o que realmente importa é saber como vencê-los.

            Em mais de uma ocasião, Davi orou pedindo ao Senhor: “esconde-me”; e Deus respondeu à sua oração (Salmo 17.8; 27.5; 64.2). As pombas podem mesmo voar para lugares distantes e buscar refúgio nas rochas mais altas. Quem dera tivéssemos asas como elas. Entretanto, apesar de não podermos voar, podemos fazer como fez o salmista Davi. Ainda no salmo 55, após expressar seus sentimentos maus e compreender sua condição incapaz ele diz ao seu próprio coração: “invocarei a Deus e o Senhor me salvará” (Salmo 55.16).

            Não existe outra forma de vencermos a ansiedade, senão a total entrega e confiança na promessa de salvação que vem do Senhor. É por isso, diz o apóstolo Paulo, “que não desanimamos. Porque a nossa momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas na que não se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas” (2 Coríntios 4.16-18).

 

Tiago Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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