Aborto. O que a Bíblia diz sobre isso?

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Aborto. O que a Bíblia diz sobre isso?

Por mais que a Bíblia contenha todas as respostas para os questionamentos da humanidade, as Sagradas Escrituras não abordam de maneira específica todos os assuntos e complexidades que envolvem o ser humano. Entretanto, é sim possível olharmos para a Palavra de Deus e encontrarmos princípios que revelem a vontade do Senhor em todas as questões da vida. Quando pensamos num assunto tão forte e atual quanto o aborto, não encontraremos nenhum versículo bíblico que o condene ou o apoie especificamente. No entanto, os princípios Bíblicos relacionados ao assunto são extremamente claros; e fazem do aborto algo totalmente condenável aos olhos de Deus.

Para início de conversa, a Bíblia revela que cada ser humano é conhecido de Deus antes mesmo de ser completamente formado no ventre materno: “Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir” (Salmo 139.13,16). A Palavra também nos mostra que o Senhor Deus possui um propósito para as pessoas antes mesmo de serem formadas no interior de sua mãe: “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações” (Jeremias 1.5).

A partir das passagens citadas, vemos que o primeiro princípio bíblico que traz condenação sobre o aborto é o princípio do valor humano. Geralmente, as pessoas que defendem o “direito” ao aborto, atribuem nenhum valor (ou quase nenhum) aos seres humanos em sua fase embrionária. Entretanto, a Bíblia é absolutamente enfática ao evidenciar que, para Deus, há grande valor no ser humano em todas as fases de sua existência, inclusive antes mesmo de ser completamente formado no útero materno.

 Algo também importante a ser considerado é que a Palavra de Deus equipara o homicídio de uma criança no útero, ainda que indiretamente, à morte de uma pessoa adulta. Tendo em vista a penalidade para os dois casos ser exatamente a mesma: “Se homens brigarem e ferirem uma mulher grávida, e ela der à luz prematuramente, não havendo, porém, nenhum dano sério, o ofensor pagará a indenização que o marido daquela mulher exigir, conforme a determinação dos juízes. Mas, se houver danos graves, a pena será vida por vida” (Êxodo 21.22,23). Sendo assim, além de ir contra o princípio bíblico do valor humano, o aborto vai contra o princípio bíblico da preservação da vida.

Não podemos imaginar, porém, que simples apresentação destas passagens bíblias, ou até mesmo uma apresentação mais profunda destes princípios da Palavra do Senhor será o bastante para fazer com que aquelas pessoas determinadas em defender a legalização do aborto mudem de ideia. Existem questões extremamente complexas relacionadas ao assunto. Por exemplo, o que dizer sobre a mulher que foi abusada sexualmente por um bandido e acabou engravidando? E se esta mulher for casada? E se ela já tiver outros filhos? O que dizer sobre as pré-adolescentes que também acabam grávidas por violência sexual dentro do próprio convívio familiar? O que dizer quando a gravidez, ainda que desejada, esteja colocando em risco a vida da mulher?

Não poucos cristãos, numa medida um tanto quanto soberba, procuram apresentar respostas simplistas a todas as situações – “é pecado, ponto final” – dizem. Mas, a verdade é que nada pode ser assim tão simples. Particularmente, acredito que, como cristãos, devemos observar os valores e os princípios que a Palavra de Deus nos traz e procurar aplicá-los ao máximo em nossa própria vida. Por mais que haja um esforço da minha parte, jamais poderei compreender exatamente o que uma mulher, como as do exemplo, sente. Todavia, sempre poderei compreender o que Deus requer de mim ao meditar nos princípios da Sua Palavra.

 

Tiago Rocha

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